Como a Trindade nos auxilia na luta contra ansiedade?

A crença em um Deus Tripessoal e totalmente soberano é a única maneira de viver longe da prisão da ansiedade.

Há muitos anos atrás, assisti a um filme que me ajudou a entender a insanidade que é tentar controlar todos os fatores que afetam a nossa vida. O filme “Efeito Borboleta”, de 2004, com Ashton Kutcher, tem como pensamento base a teoria do caos. Nesse pensamento, uma pequena ação pode desencadear uma série de outros eventos com consequência enormes e totalmente impossíveis de se prever.

A teoria do caos é algo totalmente coerente dentro de uma cosmovisão à parte de Deus e tendo o homem como centro de todas as coisas. No filme, o personagem volta incessantemente ao passado, para tentar mudar o presente por meio de pequenas correções. No entanto, o que ocorre é uma série de eventos impossíveis de prever e com um final catastrófico. O filme ilustra muito bem o que acontece quando o ser humano é o autor e consumador de sua própria história.

As pessoas que defendem o desenvolvimento da humanidade à parte do conhecimento de Deus afirmam que essa é uma necessidade, já que um Deus monopessoal e totalmente soberano aprisionaria a liberdade do ser humano, eximindo-o da possibilidade de livre escolha.

No entanto, a maior prisão em que podemos viver é justamente a luta pela liberdade à parte do conhecimento da Trindade. Essa busca facilmente nos conduz a uma prisão invisível por conta da ansiedade baseada nas preocupações de controlar as múltiplas variáveis de cada decisão que tomamos.

Quando pensamos na afirmação de que a soberania de Deus é limitadora, provavelmente essa afirmação vem de um pressuposto de que Deus é monopessoal. A perspectiva da Tripessoalidade de Deus gera uma possibilidade de interação com o homem e com o pecado do homem de maneiras diferentes, mesmo existindo um único Deus. Assim, o pecado do homem é visto por Deus sob o prisma da justiça, santidade e amorosidade, em harmonia e sem divisão.

Franklin Ferreira exemplifica isso por meio da Cruz. Nela, o Filho entregou-se como representante legal da humanidade para satisfazer a santidade do Pai, ofendida por nossos pecados. Então o perdão é oferecido a todos os que pecaram por meio da confiança em Cristo. Deus é Santo e Amor, em Justiça, somente porque é Trino.

Além disso, outro elemento para analisarmos é que a soberania de Deus não aprisiona, muito pelo contrário, ela é um alívio para o homem. Repare nas palavras de José, no texto abaixo, quando ele finalmente revela para seus irmãos a sua identidade. Ele aponta para uma perspectiva clara: a existência de um Deus soberano sobre toda situação de injustiça que foi realizada por seus irmãos.

“Assim, não foram vocês que me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus. Ele me tornou ministro do faraó, e me fez administrador de todo o palácio e governador de todo o Egito.”Gênesis 45:8

Um ser limitado é incapaz de lidar com todas as probabilidades de ações ao seu redor. Suas ações acarretam muitas outras, gerando o que é chamado de “efeito borboleta”. Portanto, a soberania de Deus não priva o homem da sua liberdade, ela o liberta da responsabilidade de governo sobre todas as coisas e auxilia o desamparado.

Para o humanismo secular, um Deus monopessoal e totalmente soberano anula a liberdade de escolha.

Para mim, a verdadeira liberdade da ansiedade, do desamparo e do controle está na crença em um Deus Tripessoal e soberano.

Por isso, a característica da semana para aquele que adota uma cosmovisão trinitarianaé:

Vê a soberania como um alívio, porque justamente nos desonera da responsabilidade de controle sobre todas as coisas. Logo, a crença em um Deus Tripessoal e totalmente soberano é a única maneira de viver longe da prisão da ansiedade. 

Fonte:  Arthur Vinicius Gottlieb Lupion - Blog Três em Um
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