Desenvolvendo uma cosmovisão cristã
Eu gosto da explicação de cosmovisão como sendo a maneira como você pensa quando você não está realmente pensando. É algo como o sistema operacional de um computador… o nosso sistema operacional de pensamento subjacente. Esse sistema precisa estar alinhado com os pensamentos de Deus se quisermos ver a vida claramente e ensinar de forma eficaz.
A cosmovisão é formada por nossas experiências e cultura.
“Não se conformem com o padrão deste mundo, mas sejam transformados pela r
enovação da sua mente.” – Romanos 12:2
O versículo começa com um aviso contra sermos conformados à maneira como o mundo pensa, porque vivemos no mundo com sua cultura penetrante influenciando a forma como vemos as coisas.
Desenvolver uma cosmovisão cristã é o processo de alinhar nosso sistema de crenças com a palavra de Deus. O processo de renovação exige que permitamos que a luz da verdade de Deus nos mostre o que é falso em nosso pensamento e que, intencionalmente, substituamos essas visões pela maneira como Deus vê as coisas. Isso também nos dará a capacidade de discernir o que é verdadeiro ou falso no que encontramos, incluindo o conteúdo do currículo que ensinamos.
Isso faz sentido para mim, já que tive 25 anos desenvolvendo uma cosmovisão formada culturalmente que não incluía Deus antes de receber a Cristo. Eu tive, então, que ajustar gradualmente minhas crenças sobre quase tudo. Mesmo agora, depois de anos de estudos bíblicos e sermões, leituras e discussões, ocasionalmente descubro que estou mantendo antigos hábitos de padrões de pensamento que não estão alinhados com a mente de Cristo.
Como vemos as coisas depende de onde estamos.
No diagrama à direita, podemos ver um homem olhando do topo de um templo. Sua perspectiva e visão de toda a vida são determinadas pelo lugar onde ele está.
O objetivo de desenvolver uma cosmovisão cristã, poderíamos dizer, é ficar em pé ao lado desse homem no telhado do templo
e ver as coisas a partir da perspectiva de Deus, com base em Sua palavra, Sua verdade. Essa visão nos dá entendimento e sabedoria em todas as área
s da vida, permitindo-nos viver vidas frutíferas e significativas.
Como professores, nossa cosmovisão afetará nossa filosofia de educação − por exemplo, a natureza da aprendizagem, o objetivo da educação, nossa visão do aluno, o papel do professor ou a gestão da sala de aula. Quando essa filosofia estiver solidamente baseada na verdade e não na tendência educacional mais recente, seremos mais eficazes em ajudar os alunos a se tornarem tudo o que Deus pretendeu. Como a cosmovisão é desenvolvida em grande parte por meio da experiência, a cultura que o professor forma na sala de aula será fundamental na formação das próprias cosmovisões dos alunos.
Onde estamos e como vemos o mundo é determinado por nossa compreensão de várias áreas amplas de pensamento, representadas aqui por esses quatro pilares. Nossas crenças subjacentes sobre a natureza da realidade são formadas aqui e, por sua vez, formarão nossos pensamentos, valores, atitudes e ações. Para alcançar o ponto de vista da perspectiva de Deus sobre o ensino, precisamos ter cada um desses pilares construído sobre o fundamento de Deus e de Sua Palavra. Nossa tarefa é continuamente permitir que Sua Palavra molde nossos pensamentos nessas áreas.
Estabelecer nossas crenças subjacentes sobre a natureza da realidade.
Duas perguntas que ajudarão no processo de desenvolver nossa cosmovisão são:
-O que Deus diz sobre cada uma dessas áreas?
-Como esse entendimento afeta meu ensino?
Vamos dar uma breve olhada em cada uma dessas quatro áreas de pensamento e ver como as Escrituras afetam nossa perspectiva de ensino.
Origens:
Toda a Escritura pressupõe que existe um Deus. Que Ele criou tudo é afirmado em inúmeros versículos (Gênesis 1:1, João 1:1). Essa verdade subjacente afeta todos os aspectos da vida e todas as disciplinas.
Ao nos posicionarmos na ideia de que a criação revela a natureza e o caráter de Deus, o Criador, ajudamos os alunos a fazer essa conexão. Ensinar toda a verdade sobre qualquer assunto incluirá Deus.
Homem:
O tema da história bíblica centra-se na redenção da humanidade por Deus: o homem feito perfeitamente à imagem de Deus, corrompido pelo pecado, redimido pelo amoroso sacrifício de Seu Filho Jesus para desfrutar de um relacionamento restaurado com o Pai.
Por causa disso, somos motivados a ser parte do grande plano de Deus para cada aluno. Sustentamos a ideia de que nossos alunos têm grande valor e que são dignos de receber nossa vida e nosso amor. Ao fazermos isso, caminhamos com eles pelo caminho da vida para mostrar-lhes o Caminho, a Verdade e a Vida.
Observação:
Em situações de acesso criativo, você pode revelar aos alunos a realidade de Deus sem nunca usar o nome de Jesus. Quando você lhes mostra verdade, justiça, bondade, gentileza ou amor, por quem você é e pela maneira como ensina, você os aponta para Cristo.
História:
Uma visão cristã da história tem um começo e um fim e, porque fornece o contexto para a redenção, ela tem um propósito. Ela reconhece que Deus entra na criação com poder para afetar nossas vidas de acordo com Sua vontade. Que Jesus ressuscitou dos mortos no tempo e no espaço é o ponto central sobre o qual a história gira e, mais do que qualquer outro evento, afeta a maneira como vemos a realidade, incluindo a vida após a morte.
Tudo isso acrescenta significado e valor às atividades cotidianas na sala de aula. O que fazemos ali pode ter consequências duradouras e eternas. Realmente é um espaço sagrado. É por isso que resolvemos conflitos, encorajamos, damos continuidade, restauramos relacionamentos, oramos, celebramos, estabelecemos metas e trabalhamos duro. Também ajudamos os alunos a enfrentarem dificuldades, porque nos baseamos na ideia de que Deus é bom e está no controle dos acontecimentos de suas vidas para trazer o bem a partir deles.
Ética:
O Evangelho não é um código moral, mas contém um. Em Sua palavra, Deus nos mostra que existe o bem e o mal, o certo e o errado, e Ele nos chama a amar o que é bom e odiar o que é mau e lutar contra isso. Pelo poder do Espírito Santo, devemos “nos livrar” dos desejos da natureza terrena e “nos revestir” do fruto do Espírito e agir de acordo com isso.
Baseamo-nos na moralidade revelada nas Escrituras e, assim, ensinamos valores morais pela maneira como agimos com nossos alunos e pela forma como reagimos ao comportamento certo e errado. Por exemplo, quando um aluno empurra outro, nós confrontamos e corrigimos esse comportamento. Se ignorarmos e não dissermos nada, ensinamos a todos que esse comportamento é aceitável. Ao incutir hábitos de respeito e obediência, formamos a base para um relacionamento com Deus.
Incluí apenas alguns pensamentos sobre o que as Escrituras têm muito a dizer nessas áreas. Ganhar a perspectiva de Deus é um processo para toda a vida de alinhar nossos pensamentos com os Dele. Queremos nos apoiar na revelação da verdade de Sua palavra e então levar essa verdade para a sala de aula.
Reserve um tempo para pensar em como você expressaria um entendimento bíblico desses quatro aspectos e como pode incorporar esse entendimento em seu ensino.
Bob Adams
Bob é um ex-professor e diretor de escola cristã. Ele trabalhou com o TeachBeyond na área de formação de professores. Ele está especialmente interessado em como preparar professores para fazer a diferença ajudando os alunos a serem tudo aquilo que Deus os criou para ser. Ele e sua esposa Shirley agora vivem na região de Vancouver, no Canadá, mas passam 3 meses na Guatemala, onde trabalharam na educação cristã por 20 anos e onde sua filha dirige uma escola cristã.
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