Cultivando a Imaginação

Muitas vezes na escola nos concentramos nos aspectos racionais e intelectuais do que significa ser humano. Será que, em nossa busca por ensinar os nossos alunos o conteúdo que precisa ser aprendido e os processos de como pensar bem, negligenciamos – ou pelo menos subestimamos – as maravilhas presentes no mundo criado? Será que abraçamos inadvertidamente um dualismo que separa a racionalidade da imaginação, e faz distinção entre pensar e o criar.

Em um mundo caído e desintegrado, é fácil separar o pensamento racional dos voos criativos da fantasia, a lógica da emoção, e a verdade da ficção. Criamos cuidadosamente nossas aulas para garantir que nossos alunos estejam aprendendo as habilidades, conceitos e processos que consideramos importantes. Muitas vezes, estruturamos o ambiente de aprendizagem para promover as habilidades necessárias para o pensamento crítico – permitindo diversas abordagens, mas ainda buscando um resultado padronizado, algo que possamos medir objetivamente, algo que se encaixe em nossos critérios avaliativos. E infelizmente neste processo, corremos o risco de transmitir indiretamente que a criatividade e a imaginação são de importância secundária.

No entanto, à medida que procuramos ajudar nossos alunos a integrar sua fé cristã com o resto de suas vidas, a imaginação é um componente-chave. É a nossa capacidade de imaginar que nos permite fazer a pergunta: “E se…” E se as casas pudessem falar? E se pudéssemos capturar e usar o poder da luz? E se o resultado da morte fosse, na verdade, vida?

E se…

na aula de ciências, pedirmos aos nossos alunos para olharem cuidadosamente para uma foto de um animal incomum — digamos um ornitorrinco — e criarem uma imagem ou descrição do ambiente ideal para esse animal viver? Ou se invertermos o processo e pedirmos aos nossos alunos que criem um animal que pudesse viver no ambiente dado?

nas áreas da linguagem, lermos um poema apenas por puro prazer. E se não entrássemos em explicações e análises, mas simplesmente curtíssemos os sons que saem das nossas bocas?

na aula de matemática, pedirmos aos alunos que pensassem de quais formas o mundo seria afetado se não houvessem frações?

A imaginação expande nossos horizontes e aumenta nossa capacidade de considerar o deslumbramento e o encanto. Ela nos permite dar sentido ao mundo e ver a possibilidade de bondade, da renovação e da restauração em um mundo que foi distorcido e quebrado pelo pecado.

Quando permitimos que nossa imaginação se torne anêmica, minamos nossa capacidade de ver as maravilhas do mundo ao nosso redor e de experimentar o encanto, a majestade e a improbabilidade da história do Evangelho. Isso diminui nossa capacidade de refletir a imagem do nosso Criador; tornando-nos menos do que fomos criados para ser.

Queremos que os nossos alunos sejam pessoas completas, que vejam o mundo através de uma perspectiva integrada. Queremos que eles desenvolvam e vivam a partir de uma cosmovisão bíblica. O desenvolvimento de uma imaginação redimida é um componente chave disso. O que você pode fazer em suas aulas para ajudar seus alunos a desenvolverem uma imaginação robusta e redimida? Como você pode estimular a imaginação em matemática? Português? Ciências? História? Artes? Deixe suas ideias nos comentários!


Becky Hunsberger
Serviços de Formação de Professores
TeachBeyond Global


Tradução e Adaptação: Raphael A. Haeuser

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