Uma Pergunta Mágica?

Ensinar é um trabalho árduo. Não existe uma pílula mágica que possa remover repentinamente todos os obstáculos e ajudar os alunos a começar a adquirir e reter informações com facilidade e fluidez. Se alguém inventasse isso, ele ou ela faria uma fortuna!

Sabendo que essa solução mágica não existe, fiquei muito cético quando ouvi sobre uma pergunta mágica que revolucionou a prática pedagógica de um professor. Nenhuma pergunta poderia fazer tanta diferença no aprendizado dos alunos, certo? Apesar das minhas dúvidas, decidi experimentar a tal pergunta. Os resultados realmente surpreenderam tanto a mim, quanto aos meus alunos! Qual é essa pergunta mágica? É muito simples:

“O que te faz pensar isso?”

Esta pergunta pode ser feita para dar continuidade a praticamente qualquer coisa:

  • Quando um aluno dá uma resposta correta, “O que te faz pensar isso?”
  • Quando um aluno dá uma resposta incorreta, “O que te faz pensar isso?”
  • Quando um aluno dá uma resposta incompleta, O que te faz pensar isso?

É incrivelmente versátil. Já ouvi falar de professores que usam isso fora da sala de aula. Imagine que você se encontra em uma conversa sobre um assunto sobre o qual você não sabe muito: “O que te faz pensar isso?” Voilà! Você acaba de se salvar do constrangimento de sair de um buraco de conversação!

O que torna esta pergunta simples tão eficaz é que para respondê-la, o interlocutor precisa articular o seu raciocínio. Os alunos que responderam corretamente têm a oportunidade de demonstrar o seu domínio do assunto. Os alunos que deram uma resposta incompleta ou incorreta têm a oportunidade de identificar os seus erros, ou completar o seu raciocínio conforme respondem. Mesmo que eles não percebam o seu próprio erro, o professor ou um colega de classe pode perceber. De qualquer maneira, é mais fácil corrigir o erro de pensamento quando você sabe onde ocorreu o mal-entendido no processo de pensamento.

Quando comecei a usar essa pergunta nas minhas aulas, ela deixou todos os meus alunos desconfortáveis. Aqueles que deram uma resposta correta assumiram automaticamente que estavam errados. Os alunos que deram uma resposta incorreta estavam com medo de agravar seus erros ao responder à pergunta. No entanto, quanto mais eu usava a pergunta, mais confortáveis ​​meus alunos ficavam.

Em pouco tempo, os alunos não estavam apenas me antecipando—respondendo à pergunta antes mesmo que eu fizesse—eles estavam muito mais confiantes em suas respostas. Ao tornar o seu pensamento visível para mim, eles também tornaram-no visível para si mesmos. Agora eles não apenas sabiam a resposta certa, mas também porque ela estava correta. Caso eles não soubessem a resposta certa, agora eles eram mais capazes de verbalizar em que ponto do processo estavam se debatendo.

Adicionar esta pergunta simples (e suas variações) ao meu repertório de ferramentas de ensino realmente revolucionou minha sala de aula. Ela não apagou magicamente todos os obstáculos ao aprendizado, mas proporcionou um caminho para meus alunos e eu identificarmos e resolvermos problemas que antes permaneciam sob a superfície. E ainda por cima, fez isso de uma forma que não exigiu mais trabalho de preparação ou mais correção de atividades para eu fazer.



Rebecca Hunsberger
Coordenadora de Serviços de Educação de Professores
Diretora Adjunta de Serviços Escolares
TeachBeyond Global

Tradução: Raphael Haeuser

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