Acamp-Serra retorna com Acampamento de Aventura para maiores de 18 anos

Uma aventura emocionante e cheia de desafios! Conhece alguém que toparia esse desafio?
Depois de tantos posts saindo sobre a temporada de verão de 2023 inúmeros pensamentos vem passando na cabeça que vão desde “puxa, mas eu queria muito ir como acampante” até “meu filho não tem mais idade o suficiente para participar”. Então, fica mais um pouquinho e vem com a gente que vamos te explicar melhor a nossa proposta sobre o Acamp Aventura.

A ideia do Acamp Aventura surgiu a partir da necessidade que muitos jovens sentiam de ter um tempo de qualidade entre amigos e conexão com Deus, mas achavam que essa comunhão seria impossível por conta da idade. Foi então que pensamos fazer uma grande harmonia e transformar esse desejo em realidade. Surge então um acampamento de aventura proposto para jovens maiores de 18 anos, que tem como objetivo fazer com que o participante saia da zona de conforto para se descobrir, se relacionar com Deus de forma intensa e que o desafie a buscar ainda mais a Deus! Aqui a aventura é posta em jogo a todo momento, assim como acampar em barraca, fazer a sua própria comida, trilhas, rafting e dentre outros.

Achou interessante ou conhece alguém que se interessa? Não perderia por nada esta oportunidade? Corre, pois as vagas são super limitadas, apenas 10 pessoas. Se liga para não perder a data, essa aventura acontecerá nos dias 10, 11, 12 de fevereiro de 2023. Tendo um valor de R$350 por cada inscrição.

Mais informações através diretamente aqui no linktree do Acamp-Serra: https://linktr.ee/acampserra

Whatsapp do Acamp: 54 54 9702-6350
Email: acampamento@acampamento.org

Entrevista com Daniel Reis por Nossa Chima, a revista online do STG

O Seminário Teológico de Gramado, que acontece na base do TeachBeyond Brasil, anualmente realiza um Encontro de Pastores e Líderes. Nesse ano de 2022 recebeu Daniel Reis, pastor responsável pela área de aconselhamento na Igreja Batista Memorial em São Paulo. Confira abaixo o texto que foi para a revista online do STG, a Nosso Chima.

_____________________

Estivemos como Seminário conhecendo mais e ouvindo o Pr. Daniel Reis durante o final de semana de Encontro de Líderes e Pastores, aqui na instituição. Muitos de nós, jovens ou novos aqui na região, ainda não o conhecíamos e estávamos apenas com as informações gerais em mãos: há 50 anos casado com Maud Reis, com o mesmo tempo de ministério, a maior parte destes anos dedicados ao pastoreio. Hoje, um pastor experiente que cuida e trabalha com mentoria de líderes.

Mas, na verdade, ele já conhecia este lugar e muitas das pessoas que estavam aqui. Já tinha sido colega de trabalho de alguns, conselheiro de outros, parceiro de ministério. Com 74 anos, filhos e netos, já acumulou uma boa dose de vida — em uma dessas estradas conheceu a família Janz Team e o trabalho que desenvolviam aqui na Serra Gaúcha.

Chegou a atuar na diretoria do então Janz Team (hoje vinculado ao TeachBeyond Global), lecionou matérias para o Seminário e participou de muitas ações por aqui na época, quando também era pastor na Primeira Igreja Batista de Porto Alegre (Conde). Hoje, Daniel Reis serve na Igreja Batista Memorial como pastor.

A partir de algumas perguntas iniciais, gostaríamos de compartilhar com você a entrevista realizada nesse período.

Daniel, muito obrigada por aceitar nosso convite para essa entrevista. Temos ouvido bastante sobre liderança espiritual e ministério pastoral e queríamos saber como foi o seu processo decisório para seguir essa vocação!

Bom, meu pai era um homem muito habilidoso com a madeira. Nós tínhamos uma oficina com algumas máquinas e alguns funcionários. Os trabalhos que ele fazia eram muito bons e eu aprendi desde cedo a fazer peças de madeira com meu pai. Mas quando eu tinha 15 anos, meu pai teve um derrame cerebral e veio a óbito. Foi uma circunstância muito difícil, porque além do luto, tivemos que vender a oficina, despedir os funcionários e não ficamos com muitos recursos.

Nossa família teve que se virar muito cedo e todos nós trabalhávamos com o que podíamos. Foi exatamente nesse contexto que Deus me chamou para o ministério. Eu pensava: “Como vou para o ministério com a necessidade de ajudar minha mãe?”

Queria falar algo sobre a minha mãe, antes. Ela era uma mulher muito crente. Muito crente. Quando, no início da adolescência, tive alguns episódios de rebeldia infantil, lembro ela falando: “você pode voltar de noite a hora que quiser, só que enquanto você não voltar, eu vou estar ajoelhada na minha cama, orando por você.” Digo uma coisa para vocês: pouca coisa na vida é tão forte quanto a oração de uma mãe!

Voltando à nossa circunstância naquele momento na vida, mesmo com a fé muito forte em Deus, me surpreendi quando minha mãe disse sim para a ida ao seminário e me deu a maior força. Nós não tínhamos como pagar, mas ela confiava que Deus iria sustentar. E foi assim! Durante o tempo de seminário trabalhei bastante na marcenaria e lavei muita panela, mas não fiquei devendo nada!

Queria falar algo para vocês: é de enorme valor seguir o ministério com a bênção dos pais!

Quais são suas maiores inspirações em termos de ministério? Podem ser pessoas ou instituições.

A primeira instituição que me marcou foi a igreja local. A segunda foi a instituição Palavra da Vida, na questão sobre chamado e entrega. A terceira foi a missão que trabalhamos no alcance aos judeus, junto com a APEC (Aliança Pró-Evangelização de Crianças), o Janz Team (atual TeachBeyond Brasil) e a MEVA (Missão Evangélica da Amazônia).

Quanto a pessoas, Davi Kocks e sua esposa, que me acompanharam durante o seminário e me ensinaram muita coisa! Roberto Brennan, professor de missões judaicas, do qual sou amigo até hoje e a amizade se estendeu à nossa família. Outra grande influência foi o Dr. Shedd, uma grande influência acadêmica e depois de nos conhecermos mais, uma pessoa como um todo importante para mim. Muito gentil, respeitoso e atencioso. Por último, o Jaime Kemp!

Você se via trabalhando com mentoria para líderes? O que lhe despertou para essa necessidade?

Comecei a trabalhar com mentoria na Igreja Memorial com a equipe de tempo integral, que hoje são cerca de 35 pessoas.

Mas uma conferência me marcou, especialmente. Fui junto com outros líderes para uma conferência perto de Campinas em que John MacArthur falou muito sobre a necessidade de um colegiado de pastores, de como no Novo Testamento não se viam pastores trabalhando sozinhos. Ali fomos desafiados poderosamente a treinar líderes para assumir responsabilidades nesse sentido e com ele aprendi a investir na liderança local. Alguém precisa pastorear os pastores!

Então, quando fomos para São Paulo, já naquela época meu principal ministério era ser líder de grupos pequenos, e depois me dediquei mais à mentoria e à pregação.

Queria que você nos contasse uma coisa que traz “pés sujos” para a “terra santa” (referência ao tema do encontro), dentro do ministério pastoral.

Talvez o maior problema que os pastores enfrentam seja na interrelação com a igreja. A igreja acha que eles são os patrões dos pastores, e isso é errado. Os pastores não são empregados da igreja: eles são empregados de Deus a serviço da igreja, para exercer um ministério que vem de Deus.

Do lado do pastor, ele acha que é o dono da igreja, e não é. O dono da igreja é Jesus. Essa é uma luta de vaidade, de egocentrismo, do “meu rebanho”. O contrário que é verdade: você é que pertence àquela igreja, você não é o dono dela. A igreja é de Cristo e o pastor é de Cristo!

No seu acompanhamento de líderes, quais você observa que são as maiores diferenças de fazer liderança na nossa geração? (Dificuldades, ganhos, etc).

Eu olho hoje em dia para esta geração de pastores e vejo um conceito diferenciado de divisão de tarefas. Por exemplo: os casamentos estão mais perto do que a Bíblia ensina quanto ao compartilhamento de tarefas, mais que na minha época. Dividem dinheiro, projetos, tarefas. Nesse sentido, treinar liderança é mais fácil hoje em dia.

Vejo também que o conceito de liderança de hoje é mais diferente, mais suave, mais na ideia de influência. Na minha época era mais uma questão de guia, de pessoa que vai na frente. Hoje tem muito a ideia de delegar, de dividir tarefas. Mas treinar subordinados é fácil de fazer, agora treinar para ficar no seu lugar, é outra coisa!

“Delegar tarefas ou dividir poder?” — esse é um estudo que tenho. O primeiro é uma espécie de gerenciamento, de coisa que o homem faz. Mas o que Deus faz é formar líderes espirituais, com poder espiritual. Não é administrativo, não é relógio suíço. É preciso poder de Deus, do Espírito Santo! Treinamento espiritual.

Como você percebe que deve ser a preparação para o pastoreio?

Caráter, conhecimento e competência. Nessa ordem. Às vezes os seminários dão muita importância para o conhecimento… o ministério de mentoria, para mim, visa ao caráter, que é um projeto de vida. Mas o conhecimento também é muito importante! O pastor precisa aprender, estudar, adquirir novos conhecimentos para ensinar aos outros. Ele também precisa da competência para saber fazer. As 3 coisas precisam existir. Vai haver diferenças de um pastor para o outro, mas todos precisam buscar desenvolver as três áreas.

Em um colegiado de pastores, o pastor titular é um líder forte, com tendência a centralizar, mas que precisa dar espaço para você criar e crescer. Ele geralmente pede resultados, mas tem que dar espaço para isso acontecer também.

No seu relacionamento com líderes de diferentes contextos e faixas etárias, quais você diria que seriam os maiores perigos para alguém que está no ministério?

A principal tentação de um líder é ele trabalhar em função do sucesso. Não do frutificar, mas da fama, do crédito, do reconhecimento público. O sucesso não pode vir antes do coração e essa é uma grande dificuldade.

A outra é a amizade. Por que? Porque se você coloca suas convicções atreladas às amizades, você corre grandes perigos. Fica difícil repreender os amigos, fica difícil discordar deles. É um perigo.

Como fugir disso?

Ache alguém mais experiente, de confiança, com quem possa compartilhar. Outra forma é ler livros sobre o assunto.

Se você pudesse nos indicar alguns materiais (livros, filmes) que nos levam a refletir sobre liderança, quais seriam eles?

Filme: O advogado do diabo, porque mostra exatamente o que o diabo faz; é interessante para perceber como resistir às tentações.

Livros: Jenny Edwards — Os três reis; Phillip Yancey — Deus sabe que sofremos; Evelyn Christenson — Ganhando através da perda; Josh McDoweell — Mais que um carpinteiro; A mensagem — Eugene Peterson; O discípulo — Juan Carlos Ortiz; Oração — Edwin Orr; O cristianismo no banco dos réus — Collin Chapman

Autores em geral: C.S. Lewis, Max Lucado (devocional), John MacArthur, John Stott, Francis Schaeffer. Russell Shedd, Augustus Nicodemus, Hernandez Dias Lopes e C. I. Scofield (sobre escatologia).

Muito obrigada por este tempo compartilhando conosco! É um privilégio poder aprender com você!

Entrevista conduzida por Joyce Melo no dia 02 de setembro de 2022, na sede do TeachBeyond Brasil, em Gramado.

*O conteúdo deste texto é de responsabilidade de seu(s) autor(es) e colaboradores diretos e não reflete necessariamente a posição do TeachBeyond Brasil ou de sua equipe ministerial.

Thanks to Luiza Cristina Zagonel

Inscrições abertas para estudar no Seminário Teológico de Gramado

As inscrições para o Live 2023 já estão abertas! Mas… você sabe o que é o Live?

O Live é um programa do Seminário Teológico de Gramado – STG. Nele, jovens cristãos recebem uma formação teológica e ministerial que os ensina a pensarem biblicamente. Nosso objetivo é auxiliar esses jovens a terem uma vida cristã íntegra, com um conhecimento bíblico acima da média, a fim de que sejam testemunhas fiéis onde quer que estejam.

Durante o tempo no Live (que pode ser 6 meses ou 1 ano), os alunos têm aulas de teologia com homens e mulheres verdadeiramente comprometidos com a igreja de Cristo e engajados ministerialmente. Eles também recebem capacitação ministerial e oportunidades de servir em igrejas locais e projetos sociais. Além disso, o Live é também a porta de entrada para a graduação livre em teologia do STG, com duração total de três anos.

O programa é presencial, o que significa que os estudantes residem na sede do TeachBeyond Brasil, em Gramado/RS, e convivem com os missionários que trabalham no local. Mas eles não passam o tempo todo aqui, não! Ao longo do ano, os alunos participam também de viagens missionárias em diferentes contextos, colocando em prática aquilo que aprendem na sala de aula.

Confira o testemunho de uma das alunas deste ano e venha vivenciar essa experiência incrível conosco em 2023!

 Eu sou a Maria, tenho 19 anos e sou da Primeira Igreja Batista de Caxias do Sul. Certamente o ano de Live foi uma novidade singular, um renovo do Senhor e um aprendizado fundamental que marcou profundamente a minha vida em diversos aspectos. Foi a primeira vez que eu saí de perto da minha família e da minha igreja local para estudar e viver em um contexto diferente do meu, o que me desafiou muito. Precisei tomar decisões e ter novas responsabilidades, enquanto aprendia sobre novos universos que eu ainda não havia explorado a fundo, como morar e conviver com pessoas que eu não conhecia e estudar teologia com mais profundidade. Este tempo foi e tem sido muito especial para a minha caminhada de conhecimento bíblico, pois tenho aprendido a cultivar diariamente um relacionamento profundo com o Pai, e muito além de falar de Jesus eu preciso e quero viver com Ele e ser exemplo àqueles que estão à minha volta. O ano de seminário me possibilitou conhecer mais do mundo e entender quem eu sou em Cristo, além de me proporcionar vivências que me fizeram refletir sobre o que eu quero para o meu futuro e ter um novo olhar para as pessoas à minha volta, buscando amar como Jesus amou, fazer a vontade dEle e glorificar o Seu nome em meu viver.


Um testemunho de como foi o Acamp de Jovens do Acamp-Serra por João Machado

Meu nome é João Machado e vou contar como foi a experiência do Impulso para a minha vida. Cerca de 90 jovens se reuniram no Acamp Serra em outubro. Ainda com a saudade no coração, quero relatar um pouco do que vivemos, refletimos e aprendemos nesses dias. 

É bom fazermos questionamentos profundos, ora ou outra. Vivemos em um mundo em que temos respostas para várias questões. Fazemos isso todos os dias nas redes sociais. O que acontece é que parece que as mesmas indagações continuam perseguindo nossas mentes: Quem sou eu? O que é a verdade? É suficiente? Essas três foram provocadas pelas palestras. Podemos saber muitas informações mesmo sem refletir sobre isso, . Mas, no fundo, no nosso coração, não há nenhum conforto ou tranquilidade. Como resumiu bem nosso palestrante:

“O dilema principal da vida é descobrir aquilo que você ama”

(Guilherme Iamarino)

O acampamento foi uma caminhada em quatro pilares para sustentar respostas sinceras a essas perguntas. 

Primeiro, fé. A fé é um assunto quase esquecido no pós-modernismo. Somos influenciados a pensar que ela não é necessária. O Guilherme trouxe uma visão interessante e provocadora. Jesus e seus amigos e discípulos foram confrontados pela afirmação “Homens de pouca fé”, ao temerem a maré. Eles tiveram medo.

Você já sentiu medo?! Não só aquele medo que você deveria mesmo temer. Mas um medo que você mesmo criou. Uma ansiedade irracional que você acreditou. Fomos de cara, confrontados com essa pergunta no primeiro dia. 

Temos medos irracionais e medos racionais. Os irracionais podem ser a respeito do julgamento dos outros, do futuro ou mesmo a culpa sobre o passado. 

O antídoto contra o medo, então, não é tanto a coragem, mas a fé.


“A fé ajusta os medos, porque a fé correta ajusta meu coração para o lugar certo.”

(Guilherme Iamarino)


Não é apenas sobre sentimentos, mas sobre no que e em quem acreditamos: o que amamos. Quem somos está relacionado ao que amamos.

É por isso que todas as coisas podem ser bem redirecionadas. Podemos colocar os aspectos da nossa vida no local correto. O medo também. Temer aquilo que o Criador de tudo nos diz para não temer não é a direção certa. Mas temer ao Senhor sim. Deus supera nossos medos. Crer nEle é suficiente. Nem sempre sabemos tudo sobre a realidade. Por isso que o Guilherme afirmou “O convite do cristianismo é adentrar o desconhecido certo de que Deus é o soberano”.

Segundo, Esperança. Lembrei-me de um exemplo* sobre a esperança: Ela é como os raios de sol que podemos ver perpassando uma janela que o olhar não alcança. A fé é crer que aqueles raios são o sol. Ver os raios me dá esperança e alegria, que um dia não só o calor do astro será sentido, mas também o verei. Verei aquele sol que tanto me aquece que devo me abrigar sob um lugar seguro para não sofrer seus danos. Deus é o sol. E felizmente podemos nos abrigar sob a misericórdia desse Deus, revelada no sacrifício do Salvador, seu Filho, Jesus.

Também recordei de uma outra frase:

“O Cristianismo é realista porque diz que, se não há verdade, também não há esperança; e não pode haver verdade sem fundamento adequado.”

(Francis Schaeffer)

Deus sustenta nossa esperança, do contrário, não haveria verdade.  Além disso, nossa esperança só pode estar em Deus, como afirmou o Catecismo de Heidelberg, citado pelo palestrante:

Q.Qual é o seu único consolo na vida e na morte?
R.Que não pertenço a mim mesmo, mas pertenço de corpo e alma, tanto na vida quanto na morte, ao meu fiel Salvador Jesus Cristo. Ele pagou completamente todos os meus pecados com o Seu sangue precioso e libertou-me de todo o domínio do diabo. Ele também me guarda de tal maneira que sem a vontade do meu Pai celeste nem um fio de cabelo pode cair da minha cabeça; na verdade, todas as coisas cooperam para a minha salvação. Por isso, pelo Seu Espírito Santo, Ele também me assegura a vida eterna e faz-me disposto e pronto de coração para viver para Ele de agora em diante.

Terceiro, Amor. Chegamos ao ponto central, ao clímax. Quem amamos? No que acreditamos profundamente? Esse amor, assim como a fé, a esperança e a alegria, precisa ser bem direcionado.

“Quando o amor é um deus, isso vira um demônio”

(C. S. Lewis)

Interessante que o amor verdadeiro não está nos humanos. Temos um tipo de amor quebrado e imperfeito. O amor perfeito está numa realidade superior. Um dos discípulos de Jesus disse: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” 1 João 4:8-1. Ou seja, Deus, que é amor, concede amor a nós. 

Feito um halo perfeito, a Bíblia também conclui que “No amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.”1 João 4:18. Não precisamos ter medo se tivermos o amor. E temos, através de Cristo.

Nesse meio tempo, tivemos palestras sobre adoração (Joyce Mello) e santidade missional (Raphael Haeuser). Ficou claro que, para fazermos a vontade de Deus para nós, isso deve ser dedicado na nossa própria vida, dia a dia. 

Mais tarde também tiveram atividades de aventura e um luau bem típico de acampamento. Tudo muito intenso e, embora fossem poucos os dias, passaram devagar. A sensação que me ocorre nesses acampamentos é que o tempo fica menos rápido que o costume. É que dou valor às coisas mais importantes da vida: as amizades, as conversas, a meditação, a leitura. 

Quarto, Alegria. “Felizes são” ou “bem-aventurados”. Nosso querido Ednardo trouxe uma reflexão na leitura do famoso Sermão da Montanha. É uma alegria diferente do que normalmente pensamos, semelhante ao amor. Sermos felizes em sermos sedentos por Deus; em chorarmos; em sermos humildes; querermos ver a justiça sendo cumprida; termos misericórdia; termos pureza; sermos pacificadores. Parece contra-intuitivo; e é. Mas como todas essas coisas vêm de Deus, isso é possível.

Domingo foi a despedida. Antes, conversamos em grupo sobre o que aprendemos naqueles dias. Foram tantas as coisas… Ficou no coração aquela canção “Até outra vez” do Projeto Sola. Espero que venha logo essa próxima vez...

* Esse exemplo é tirado das Institutas de João Calvino

Texto: João Machado
Revisão: Amanda Vanoni

Brilhando a luz de Deus no sudeste da Ásia

“Há um festival chamado Divali: um festival de luzes. O país inteiro está iluminado. As casas são decoradas. E para o nosso primeiro Diwali, nossa casa era a única que estava escura.”

R&R mudaram-se para o país anfitrião há 4 anos com grandes planos para o que eles realizariam, mas segundo eles, nenhum desses planos se concretizou. Embora cada um deles tivesse alguma conexão com seu novo lar, ainda havia desafios que eles não esperavam. Nas palavras deles, “tudo se desfez, mas de uma maneira boa, inclusive nós”. Embora R&R estejam em um caminho diferente do que imaginaram, isso não significa que eles não tenham sido bem-sucedidos. Dizem que a maior transformação foi neles mesmos. Eles precisavam ser diferentes para atender às necessidades das pessoas de lá.

Então aqui estavam eles, em seu primeiro Divali, com a única casa escura. “Eu disse: ‘por que não?’ Podemos iluminar nossa casa com algumas luzes boas. Então saí na manhã seguinte e comprei as melhores luzes da cidade!”

Embora Divali possa não ter significado muito para R&R, significou muito para as pessoas de sua nova comunidade. Eles decoraram sua casa na noite seguinte e, na manhã seguinte, uma mulher local veio falar com eles, confusa. Ela se perguntou como os cristãos poderiam celebrar este feriado quando afirmam seguir Jesus, e eles responderam a ela lendo João 8:12.

Quando Jesus falou novamente ao povo, ele disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará nas trevas, mas terá a luz da vida”.

No país de R&R, há uma expectativa do que é um cristão e, como há tão poucos cristãos lá, é difícil superar os estereótipos. Ao ouvir sua comunidade e serem bons vizinhos, R&R derrubaram barreiras. Ao decorar sua casa com luzes, eles podiam compartilhar o Evangelho com uma mulher que não o tinha ouvido; orando antes de viajar de táxi, o motorista descobriu que gostava quando oravam por ele; participando de uma celebração Mehndi (colocando obras de arte temporárias na pele), R pôde colocar a história da Páscoa em seus braços e mãos, compartilhando-a com as mulheres locais pelos próximos sete dias.

Cada um de nós tem um plano para onde nossas vidas podem ir, e R&R não é diferente. Mas ao ouvir a Deus e se conectar com seus vizinhos, seu novo caminho lhes permitiu causar um impacto inesperado: iluminar a luz de Deus sobre pessoas que ainda não a viram.

Texto por David LeGault via site do TeachBeyond Global
https://www2.teachbeyond.org/article/shining-gods-light-in-southeast-asia
Tradução: Amanda Vanoni

O Valor de um Professor Valorizado

Está mais que na hora de valorizar — e desafiar — este coração humano que é a fonte do bom ensino.

Desafiados e Equipados para o Ministério do Futuro – Reflexões do English Camp no Brasil

“Eu desenvolvi muito meu inglês, e Deus falou comigo de muitas maneiras”, disse um participante de um acampamento de English Second Language em Goiânia neste verão. “Sinto-me muito mais confiante para ser guiado por Deus em minha vida e desenvolver meu chamado para servir a Deus.”

De 4 a 8 de julho, 33 alunos do seminário tiveram a oportunidade de melhorar seu inglês durante o English Camp. Esses jovens missionários estão se preparando para servir ao Senhor Jesus em outras nações.

“A semana do acampamento foi muito especial, pois foi realizada em parceria com a JOCUM (Jovens com uma Missão). Foram dias intensos, cheios de aprendizado, diversão e imersão na língua e cultura inglesa. Pudemos ver muitos corações que amam Jesus e querem torná-lo conhecido”, compartilha Denise Keller Lüdcke, Consultora ESL Camp para o Brasil e América Latina.

“Tivemos professores americanos que serviram com excelência e tornaram o inglês mais acessível a muitos jovens”, continua ela. “Os participantes se sentiram desafiados a continuar estudando e ganharam uma melhor compreensão da importância do inglês para seu futuro ministério, onde quer que o Senhor os envie.”

Um participante disse: “Eu estava motivado a aprender mais inglês, a usá-lo para compartilhar Jesus em outras partes do mundo”.

Outra aluna disse que essa experiência a ajudou muito em sua vida missionária. Ela irá para outra nação, e o que ela aprendeu neste acampamento será de grande ajuda para ela poder compartilhar a mensagem das boas novas em Jesus.

Desde que a TeachBeyond (então Janz Team) iniciou um ministério ESL Camp no final dos anos 80 na Europa, nossos programas de Educação Informal se expandiram para a América Latina e Ásia. Eles também expandiram a oferta de acampamentos de verão para Centros de Língua Inglesa em vários continentes. Os planos futuros também estão analisando possibilidades em 2 países africanos.

Keller Lüdcke acrescentou: “Nosso desejo é que esses jovens missionários sejam desafiados e encorajados a servir ao Senhor Jesus onde quer que estejam. E que Jesus seja glorificado pela vida de cada um deles”.


Retirado de: https://www2.teachbeyond.org/article/challenged-and-equipped-for-future-ministry-reflections-from-esl-camp-in-brazil